Revolução Musical, a Indústria do Streaming


A popularização dos serviços de streaming vem tendo impactos significativos na indústria musical.

Estrutura do mercado musical.

Remuneração a artistas.

Receitas da indústria musical.

Após as mudanças de estrutura de distribuição e grande foco em inovação e investimento, a indústria musical nos últimos anos passou a retomar seu crescimento como aconteceu a revolução da indústria musical, nas últimas duas décadas:

formato físico para o digital.

downloads e o aumento da pirataria para o streaming.

posse para acesso temporário.

A música deixa de ser comprada em meio físico, como um objeto de mercado, e passa a ser comercializada como um serviço. passa pela desassociação entre o formato e o suporte, após anos caminhando juntos e sendo comercializados pelas mesmas empresas.

O modelo de negócios baseado em propagandas e sem custo de mensalidade, como é o caso de alguns serviços como o Spotify e Youtube music também representou uma grande mudança no mercado musical e para os ouvintes.

Nos últimos anos, diversos outros serviços tais como o Soundcloud, Deezer baseados em diferentes modelos de negócios, vem ganhando popularidade e alterando significativamente a maneira como a música é distribuída, consumida e produzida. O enorme catálogo musical de todo o mundo e de todos os tempos está agora mais acessível, com menos custos, e com mais gêneros musicais distribuídos.

No entanto, isso representa também uma mudança na forma que a música é remunerada, com valores menores sendo pagos, porém, de forma mais contínua e prolongada. As taxas são menores, mas a massa de lucro é muito maior, pois há ganhos também de escala ao se alcançar novos e distantes mercados.

A adoção da modalidade gratuita e seus pagamentos significativamente menores vem gerando desconforto entre artistas mundialmente famosos. Eles não acreditam que a arte está sendo reconhecida e remunerada adequadamente, passando em alguns casos até a retirar suas músicas dos catálogos desses serviços. A resposta do Spotify vem na sequência: a versão “freemium” existe apenas por ser a única maneira de aumentar o número de usuários da versão paga. O serviço também defende estar tendo impactos significativos na pirataria ao promover uma alternativa gratuita.

A empresa vem apresentando prejuízos sistemáticos nos últimos anos embora sua receita venha também aumentando, o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo por ser esse o resultado do maior serviço do tipo no mercado. O modelo premium é claramente preferível, porém ainda gera estranhamento para as pessoas que não estão acostumados a pagarem cerca de 200 reais por ano com música.

A expectativa do serviço é que a experiência com a versão gratuita convença os usuários dos benefícios do serviço. Quem experimenta um objeto, que o agrada, cria uma relação sentimental com ele que dificulta seu abandono.

Playlists criadas especialmente para os usuários através do uso de big data e outros algoritmos computacionais, como é o caso da “Descobertas da Semana” do Spotify, são uma tendência. Essa crescente tendência levanta algumas questões, como de que maneira essas recomendações através de curadorias a partir de bases de dados, análises de consumo e algoritmos estão definindo os gostos musicais dos usuários, o que leva a um paradoxo que frente à praticamente ilimitado catálogo, as recomendações tendem a se afunilar.

Nesse novo modelo customizado, ao contrário das rádios tradicionais, cujas transmissões são baseadas em um modelo de “um-para-muitos”, as plataformas de streaming planejam mirar nos gostos exclusivos de cada indivíduo. O que antes costumava ser uma questão de persuasão, torna-se um problema de previsão.

No que tange as preocupações quanto às implicações do modelo, o pagamento de royalties aos artistas não é a única fonte de problema. Muitos questionam a tendência contrária à posse do arquivo da música, com as canções todas baseadas em uma nuvem remota sem garantia ou segurança para o usuário de por quanto tempo aquilo estará disponível. Parece ser eterna a desconfiança humana quanto aos avanços tecnológicos…

Em meio a essa competição, serviços de streaming como a Apple e o Tidal passam a apostar em parcerias e lançamentos exclusivos, de forma a tentar fidelizar seus usuários e trazer novos. Essa tática, no entanto, tem sido encarada com ceticismo, uma vez que levanta a questão de se os usuários estariam dispostos a pagar por mais de um serviço para ter acesso ao conteúdo desejado. A resposta provável é não. A falta de uma instituição única de um serviço dominante ou de diversos serviços, porém com conteúdo homogêneo, possivelmente levaria a uma volta à pirataria.

Embora ainda haja algumas questões quanto ao futuro do streaming no que se refere à remuneração dos artistas e das implicações para os usuários, a influência e os impactos da popularização deste nos resultados da indústria musical foram marcantes.

O que quer que aconteça, a música é e continuará a ter um papel importante na vida das pessoas, como ocorre há séculos. Embora as formas de consumo e oferta venham se alterando e possam voltar a se modificar, nossa necessidade de expressão, conexão e representatividade encontrará uma forma de manter uma canção sempre por perto.

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