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A cada 28 horas uma pessoa da comunidade LGBT é morta brutalmente no Brasil

Jovem revela que ao se assumir foi um alivio melhorando sua condição de vida

A cada 28 horas uma pessoa da comunidade LGBT é assassinada de maneira diferente no Brasil divulgado por uma ONG no Dia Internacional Contra a Homofobia deste ano. Não se sabe quantos destes casos tiveram a homofobia como motivação principal, só em 2015, o Disque 100 atendeu quase 2 mil denúncias de agressão contra pessoas da comunidade LGBT, desde o início de 2016, já foram 132 homossexuais assassinados brutalmente no Brasil se tornando um número alarmante.

No Brasil a homofobia está constantemente presente e apesar de ser uma atitude preconceituosa ainda não é considerada crime na legislação brasileira, recebendo menos atenção da polícia. Com isto a nossa equipe conversou com pessoas que passam por estes problemas e enfrentam grandes medos da sociedade que trata o homossexualismo como tabu.

Conversamos com E.S. que não quis se identificar que revelou que ainda vive se escondendo do pai que não sabe sobre a sua homossexualidade e que teme alguma agressão física maior, pois não sabe como o mesmo iria reagir, nos contou também sobre a aceitação de sua mãe com quem tem uma relação harmoniosa atualmente. “Ela ficou brava no início, mas depois aceitou e agora convivemos normal com essa realidade” declarou, E.S.

Nossa equipe também conversou com Eduardo Dota, que nos deu um relato emocionante sobre sua descoberta e como encara a realidade da sociedade em que vivemos. Tudo começou na infância quando percebeu a diferença, pois era uma criança quieta e na adolescência começou a se sentir atraído por garotos, de início achou errado já que a sua religião e de toda sua família não aceitava, perto dos 18 ele conseguiu ver que não tinha nenhum problema ali e se assumiu, “foi como se tivesse tirado o mundo da minha costa” relatou, Eduardo.

Desde então Eduardo, passou por diversas mudanças e sempre teve o apoio e respeito de toda sua família “independente do que eu sou eles me amam incondicionalmente” disse, Eduardo ressaltando a importância do apoio da sua família. Recentemente se descobriu Drag Queen com a ajuda de colegas, e nos conta que já participou até mesmo de shows e que encara essa transformação como um personagem na qual ele está interpretando, apesar de não querer seguir carreira que é algo que exige muito um psicológico preparado, já que preconceito sofrido neste meio é maior. Eduardo ainda revela que sofre assédios com motoristas buzinando ou pessoas mexendo, mas que isto não incomoda, pois ele está expondo sua arte, mas admite que ele não se importa desde que ninguém encoste nele ou cometa uma agressão física.

Eduardo passou por uma agressão verbal quando estava com o cabelo tingido de rosa e ainda comenta sobre os insultos que já vivenciou, e reconhece que apesar da sociedade se classificar ‘moderna’ as pessoas ainda julga, não aceitam e o pior acaba cometendo alguma atrocidade contra a pessoa, apenas por ela ser diferente.

Hoje a comunidade LGBT busca uma maneira de conscientizar as pessoas para evitar a homofobia, como também lutam pela igualdade de viver sem ter o medo de sofrer algum ataque brutal na rua ou até mesmo em sua própria casa.

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