• Giovanna C. C. Girotte

A BATALHA DAS PLATAFORMAS DE STREAMING

O mercado de produção e distribuição de conteúdo audiovisual vem trabalhando cada vez mais com a exclusividade. Ter grandes títulos que só podem ser encontrados na sua plataforma é um diferencial tanto para atrair possíveis assinantes como para manter os que já estão lá. A exclusividade já é política antiga nos conteúdos licenciados, aqueles filmes e séries de outros estúdios cujos direitos de exibição são adquiridos pelos serviços de streaming por determinado período. Por isso, é muito difícil você encontrar uma mesma produção em dois serviços.


Mas nos últimos anos os grandes estúdios começaram a perceber que poderia ser um bom negócio usar seus enormes catálogos em benefício próprio e vender suas produções diretamente ao consumidor, em plataformas próprias, em vez de deixar nas mãos de outros streamings, como a Netflix e a Amazon Prime Video.

Os Estados Unidos, país que concentra as principais empresas deste ramo, tem vivido uma enorme agitação nesses últimos dias. Na segunda-feira (17/05) foi confirmada a criação de uma nova empresa, ainda sem nome, fruto da fusão da Discovery com a Warner Media (HBO, CNN, TNT e muitos outros), que pertencem à AT&T.

Essa fusão travara uma batalha com duas gigantes já bem estabelecidas na guerra dos streamings, a Netflix e a Disney+.


No final de 2020, a HBO MAX contava com 61 milhões de assinantes, e a Discovery+, no final de abril, tinha 15 milhões. A Netflix hoje tem 204 milhões, e as plataformas Disney (Disney+, ESPN+, Hulu), 146 milhões.

Após esse anúncio, tornou-se público que a Amazon está quase adquirindo a MGM, um negócio que irá fortalecer a posição da empresa ainda mais neste mesmo mercado. Segundo o "The New York Times", a aquisição do histórico estúdio Metro Goldwyn Mayer pode ser avaliada em entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões. Nesta transação, a Amazon, cuja plataforma Prime Video tem 175 milhões de assinantes em todo mundo, adquiriria o catálogo de 4.000 títulos da MGM.


No Brasil, por ora, não se vê movimentações semelhantes, mas é de conhecimento geral que o Globoplay busca se estabelecer como o principal fornecedor de conteúdo brasileiro no país.

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