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Cigarro eletrônico: venda proibida, vício fácil e alto risco para a saúde

Segundo estimativas, cerca de 650 mil brasileiros são usuários desse tipo de dispositivo. A idade média é entre 15 e 24 anos

Por: Júlia Bertucci - 31 de maio de 2022 às 14h05

Praticidade, estilo moderno e aromas são os fatores que atraem os jovens (Foto: Gabby Jones)

O uso do cigarro eletrônico (conhecido também como pen drive) vem aumentando, principalmente pelos jovens entre 15 a 24 anos. É o que diz a Associação Médica Brasileira (AMB) que estima que mais de 650 mil pessoas façam uso desses dispositivos, considerados mais perigoso que os cigarros tradicionais.


Diferentemente do cigarro convencional que demora de 20 a 30 anos para manifestar doenças no usuário, o eletrônico tem mostrado maior agressividade em menos tempo de uso, segundo a AMB que ainda afirma que eles não são seguros e possuem substâncias tóxicas como nicotina, acroleína, propilenoglicol, glicerina, aromatizantes e muitas outras. O cigarro eletrônico pode causar doenças respiratórias, como o enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatite, câncer e ainda pode explodir durante o uso.


A praticidade, aparência tecnológica e a variedade de aromas, chamam a atenção dos jovens. Tudo isso alinhado com a sensação de prazer causada no cérebro, que o torna vicioso, sendo ainda mais difícil de abandonar o hábito.


O cigarro eletrônico pode causar doenças respiratórias, como o enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatite, câncer e ainda pode explodir durante o uso.

Nathalia Venturini (23), Fotógrafa e usuária de cigarros eletrônicos, explica sua relação com o dispositivo. “ Fazem seis meses que eu fumo o eletrônico, antes eu fumava o narguilé, porém ele é muito chato de montar, já com o cigarro eletrônico não, ele é prático, rápido, fumo quando eu quero”. Ainda segundo ela, não se considerava viciada até perceber que não conseguia ficar sem. “ Na minha cabeça não era vicio eu apenas gostava de fumar, eu só descobri quando tentei parar por dois dias, mas a vontade veio muito grande, pois eu sabia onde vendia e tinha dinheiro para comprar e meu psicológico mandava eu comprar”. Por fim aconselha “ Não experimentem, não fumem, não se deixe enganar pelo docinho, porque é muito fácil de viciar”.


Comércio de cigarros eletrônicos (Foto: Leandro Carbone/NSC TV)

A venda, importação, divulgação e incentivo de uso, de todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas no Brasil, por meio da Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa: RDC nº 46, de 28 de agosto de 2009. A decisão foi tomada a princípio por precaução e quem vender esses dispositivos a menores de idade poderá ser punido com detenção de dois a quatro anos e multa.


Hoje, 31 de maio, se comemora o Dia Mundial Sem Tabaco, data criada em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. O Instituto Nacional de Câncer certifica que a necessidade de fumar não dura mais que alguns minutos, nesses momentos coma um doce, de preferência frutas, escove os dentes e tome água, é importante manter a mão sempre ocupada, elástico ou bolinhas de brinquedo são uma ótima escolha.

A vontade de parar tem que partir da própria pessoa, não deve ser imposto a ela, é um processo lento e tem que ser feito com calma, para que não ocorra um retrocesso. Quanto mais rápido e precipitado, só faz com que o desejo de consumo aumente, se caso não consigo dessa maneira, procure ajuda de um especialista, terapia, grupos de apoio, são caminhos para ajudar com o vício.

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