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Evento de hip-hop no Sesc reúne 14 artistas periféricos da região de Jundiai

"É muito importante fazer o primeiro show dentro desse Sesc", diz um dos participantes.


Por: Filipe Gebran - 19 de junho de 2023 às 19h35

O centro cultural Sesc (Serviço Social do Comércio), no último sábado (10), foi palco para uma apresentação de 14 artistas periféricos do movimento hip-hop de Jundiaí e região. O evento faz parte do projeto “Visão” e a intenção do líder comunitário Michel Teza, um dos organizadores, é que se torne anual.


Além da organização, Teza (40) foi responsável pela curadoria do evento, mapeando mais de 60 jovens artistas. “O projeto Visão nasceu aqui na comunidade, e a princípio a ideia era um show de talentos, e assim foi apresentado ao Sesc. Após reuniões ficou decidido que não era só deixar os artistas se apresentarem e sim dar o suporte para eles se aprimorarem, então houveram 3 rodas de conversa com artistas já consolidados na cena e ensaios. A ideia é que tenhamos no futuro oficinas de aula de canto, presença de palco e aulas sobre gestão de carreira”, conta Michel sobre como surgiu a ideia. Os 14 artistas selecionados participaram de roda de conversa com os rappers Coruja BC1, Clara Lima e Síntese.


“A cena do Rap aqui no interior é muito subestimada”

O Sesc busca agir em serviços sociais, incentivando movimentos culturais, esse show foi o primeiro de Hip-hop na unidade de Jundiaí. “É muito importante fazer o primeiro show dentro desse Sesc, a gente se inspira em Racionais MC’s, eles abriram portas, e assim como a gente fez esse show, outros artistas também poderão a partir disso”, diz o Rapper Nokken (22) integrante e co-fundador do grupo 507.



Nokken e Lavi G, integrantes do grupo 507gang, perfomando em dupla a música "Olhar" (Foto: Filipe Gebran).

Para alguns espectadores e até mesmo para os artistas, o evento deu a oportunidade de utilizarem pela primeira vez o espaço do Sesc. “Eu acho que nós estamos furando a bolha. Colocar o Hip-hop, o Funk e tantos jovens periféricos em um lugar só e fazer o palco tremer em um palco que sempre foi elitizado” comenta a Rapper AliceBaia (19) que faz parte da gravadora Streetsound sobre a importância de conquistar espaços. “A cena do Rap aqui no interior é muito subestimada” afirma o rapper Falcão Brk (20) integrante da mesma gravadora. “Mas isso foi importante para mostrarmos que não somos assustados e que a zona oeste tem voz” finaliza o rapper.


Todo artista independente sabe a dificuldade de gerenciar sua própria carreira e de conquistar o seu espaço, isso porque a música deve ser equilibrada com o trabalho e com os estudos. E isso tudo fica mais complicado pois o início da vida artística para a maioria desses jovens não rende dinheiro. “Ganhar a gente não ganha nada. A gente gera nossas oportunidades e é como eu falo na minha música ‘portas fechadas fez nós pula a janela’ e isso [evento no Sesc] foi uma janela escancarada” confidencia o rapper Tonzera


“Conseguimos trazer protagonismo aos artistas e empoderamento, deixar que a periferia se manifeste é lindo e poético. Sonho com mais oportunidades como essa e que os jovens das periferias possam ocupar espaços cada vez mais, e expandir a visão” conclui o líder comunitário e organizador Michel Teza sobre a realização do evento. “A organização do Sesc gostou muito do resultado e tenho muitas esperanças que teremos mais edições do Visão, e também é um sonho meu quem sabe fazer turnê por outras unidades” e segue almejando por novos projetos que incluam a periferia nesses espaços.


Conheça todos os artistas que participaram do "Visâo":

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